Romanos 5 · NVI
Nova Versão Internacional
Paulo explica as consequências da justificação pela fé: paz com Deus, acesso à graça e esperança que não decepciona. Ele contrasta a entrada do pecado e da morte por meio de Adão com o dom gratuito da justiça e da vida eterna por meio de Jesus Cristo.
Romanos é uma carta do apóstolo Paulo, escrita provavelmente por volta de 57 d.C., para uma comunidade cristã em Roma composta por judeus e gentios. Paulo ainda não havia visitado essa igreja, e escreve para apresentar seu entendimento do evangelho e preparar sua visita, além de buscar apoio para sua missão na Espanha.
O capítulo 5 é uma ponte entre a primeira parte da carta, que tratou da justificação pela fé (capítulos 1 a 4), e a segunda parte, sobre a santificação e a vida no Espírito (capítulos 6 a 8). Ele expõe as consequências seguras da justificação – paz, esperança e certeza do amor de Deus – e, em seguida, introduz o paralelo entre Adão e Cristo, que será fundamental para a compreensão do papel da Lei e da graça nos capítulos seguintes.
No versículo 12, Paulo afirma que a morte passou a todos os homens "visto que todos pecaram". Essa expressão gerou diferentes interpretações ao longo da história. Alguns cristãos, seguindo Agostinho e a tradição reformada, entendem que Paulo ensina a transmissão do pecado original de Adão a toda a humanidade, de modo que todos nascem com uma natureza pecaminosa. Outros, especialmente em tradições orientais ou arminianas, entendem que "todos pecaram" se refere à participação de cada indivíduo na condição pecaminosa da humanidade, sem necessariamente implicar em uma culpa herdada. O texto não detalha o mecanismo da transmissão, e ambas as posições buscam ser fiéis ao que Paulo escreve.
A frase "onde abundou o pecado, superabundou a graça" (versículo 20) é muitas vezes citada fora de contexto para sugerir que o pecado é justificado ou tolerado porque amplia a manifestação da graça. No contexto do capítulo, Paulo não está incentivando o pecado, mas mostrando que a Lei, ao aumentar a consciência do pecado, acabou por tornar a obra da graça em Cristo ainda mais evidente e poderosa. O argumento completo de Paulo nos capítulos seguintes deixará claro que o cristão não deve continuar no pecado para que a graça aumente (Romanos 6.1-2).
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