✧1Então, respondeu Jó: ✧2Ouvi atentamente as minhas palavras; seja isso a consolação que me quereis dar. ✧3Permiti-me que eu também fale; e, havendo eu falado, zombai. ✧4É, porventura, do homem que eu me queixo? Não tenho motivo de me impacientar? ✧5Olhai para mim, e pasmai, e ponde a mão sobre a vossa boca. ✧6Mesmo de pensar nisso, me perturbo, e o horror apodera-se da minha carne. ✧7Por que vivem os iníquos, se envelhecem e se robustecem em poder? ✧8Seus filhos estabelecem-se com eles à sua vista, e os seus descendentes, diante dos seus olhos. ✧9As suas casas estão livres de medo, e a vara de Deus não cai sobre eles. ✧10
Tradução Brasileira (TB). Domínio público (edição de 1917/2010).
O seu touro gera e não falha; pare a sua vaca e não aborta.
✧11Fazem sair a seus filhos como um rebanho, e os seus pequenos saltam e brincam.
✧12Cantam ao som do tamboril e da harpa e regozijam-se ao som da flauta.
✧13Passam os seus dias em prosperidade e, num momento, descem ao Sheol.
✧14Contudo, disseram a Deus: Retira-te de nós, pois não desejamos conhecer os teus caminhos.
✧15Que é o Todo-Poderoso, para que o sirvamos? Que nos aproveitará, se lhe dirigirmos orações?
✧16Eis que não está nas mãos deles a sua prosperidade. Longe de mim o conselho dos iníquos!
✧17Quantas vezes sucede que se apaga a lâmpada dos iníquos? Que lhes sobrevém a calamidade? Que Deus, na sua ira, lhes distribui dores?
✧18Que eles são como a palha diante do vento e como a pragana que a tempestade leva?
✧19Deus, dizeis vós, reserva a iniquidade do pai para seus filhos, mas é a ele mesmo que Deus deveria punir, para que o sinta.
✧20Vejam os seus próprios olhos a sua destruição, e beba ele do furor do Todo-Poderoso.
✧21Pois que se lhe dá a ele da sua casa depois de morto, quando lhe for cortado o número dos seus meses?
✧22Acaso, a Deus ensinará alguém ciência, desde que é ele quem julga os que são elevados?
✧23Um morre em seu pleno vigor, inteiramente sossegado e tranquilo;
✧24com os seus baldes cheios de leite e a medula dos seus ossos umedecida;
✧25outro, porém, morre em amargura de alma e nunca prova o bem;