Romanos 3 · NAA
Nova Almeida Atualizada
Paulo argumenta que judeus e gentios estão igualmente sob o pecado e que ninguém é justificado por obras da lei. Ele anuncia que a justiça de Deus se manifesta pela fé em Jesus Cristo, sem distinção, para todos os que creem.
Romanos foi escrito por Paulo, apóstolo dos gentios, por volta de 57 d.C., para uma igreja que ele ainda não havia visitado, composta por judeus e gentios em Roma. A situação histórica incluía tensões entre esses grupos, e Paulo escreve para expor o evangelho como poder de Deus para salvação, tanto de judeus quanto de gregos.
Este capítulo é o clímax do argumento iniciado em Romanos 1, onde Paulo mostrou que a ira de Deus se revela contra toda impiedade. Em Romanos 2, ele argumentou que judeus e gentios são igualmente culpados diante de Deus. Agora, em Romanos 3, Paulo conclui que todos estão debaixo do pecado e que a justiça de Deus vem pela fé em Cristo, preparando o terreno para o exemplo de Abraão em Romanos 4.
Um detalhe de linguagem importante é a palavra "propiciação" (versículo 25), que traduz o termo grego hilasterion, usado na Septuaginta para a tampa da arca da aliança no Santo dos Santos, onde o sumo sacerdote aspergia o sangue no Dia da Expiação. Paulo empresta essa imagem do culto judaico para descrever a morte de Cristo como o meio de Deus lidar com o pecado, satisfazendo sua justiça e manifestando sua graça.
O versículo 23, "todos pecaram e necessitam da glória de Deus", é frequentemente citado para afirmar a universalidade do pecado, mas seu contexto imediato em Romanos 3 é a conclusão de que não há distinção entre judeus e gentios quanto à culpa e à necessidade de salvação. O foco de Paulo não é uma afirmação abstrata sobre a condição humana, mas a inclusão de todos, sem exceção, no plano da justificação pela fé em Cristo Jesus.
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