✧Aproximavam-se de Jesus todos os publicanos e pecadores para o ouvir. ✧2Os fariseus e os escribas murmuravam, dizendo: — Este recebe pecadores e come com eles. ✧3Então Jesus lhes contou esta parábola: ✧4— Qual de vocês é o homem que, possuindo cem ovelhas e perdendo uma delas, não deixa no deserto as noventa e nove e vai em busca da que se perdeu, até encontrá-la? ✧5E, quando a encontra, põe-na sobre os ombros, cheio de alegria. ✧6E, indo para casa, reúne os amigos e vizinhos, dizendo-lhes: “Alegrem-se comigo, porque já achei a minha ovelha perdida.” ✧7Digo a vocês que, assim, haverá mais alegria no céu por um pecador que se arrepende do que por noventa e nove justos que não necessitam de arrependimento. ✧8— Ou qual é a mulher que, tendo dez dracmas, se perder uma delas, não acende a lamparina, varre a casa e a procura com muito empenho até encontrá-la? ✧9E, quando a encontra, reúne as amigas e vizinhas, dizendo: “Alegrem-se comigo, porque achei a dracma que eu tinha perdido.” ✧10Eu afirmo a vocês que a mesma alegria existe diante dos anjos de Deus por um pecador que se arrepende. ✧11Jesus continuou: — Certo homem tinha dois filhos. ✧12O mais moço deles disse ao pai: “Pai, quero que o senhor me dê a parte dos bens que me cabe.” E o pai repartiu os bens entre eles. ✧13— Passados não muitos dias, o filho mais moço, ajuntando tudo o que era seu, partiu para uma terra distante e lá desperdiçou todos os seus bens, vivendo de forma desenfreada. ✧14— Depois de ter consumido tudo, sobreveio àquele país uma grande fome, e ele começou a passar necessidade. ✧15Então foi pedir trabalho a um dos cidadãos daquela terra, e este o mandou para os seus campos a fim de cuidar dos porcos. ✧16Ali, ele desejava alimentar-se das alfarrobas que os porcos comiam, mas ninguém lhe dava nada. ✧17Então, caindo em si, disse: “Quantos trabalhadores de meu pai têm pão com fartura, e eu aqui estou morrendo de fome! ✧18Vou me arrumar, voltar para o meu pai e lhe dizer: ‘Pai, pequei contra Deus e diante do senhor; ✧19já não sou digno de ser chamado de seu filho; trate-me como um dos seus trabalhadores.’” ✧20E, arrumando-se, foi para o seu pai. — Vinha ele ainda longe, quando seu pai o avistou e, compadecido dele, correndo, o abraçou e beijou. ✧21E o filho lhe disse: “Pai, pequei contra Deus e diante do senhor; já não sou digno de ser chamado de seu filho.” ✧22O pai, porém, disse aos servos: “Tragam depressa a melhor roupa e vistam nele. Ponham um anel no dedo dele e sandálias nos pés. ✧23Tragam e matem o bezerro gordo. Vamos comer e festejar, ✧24porque este meu filho estava morto e reviveu, estava perdido e foi achado.” E começaram a festejar. ✧25— Ora, o filho mais velho estava no campo. Quando voltava, ao aproximar-se da casa, ouviu a música e as danças. ✧26Chamou um dos empregados e perguntou o que era aquilo. ✧27E ele informou: “O seu irmão voltou e, por tê-lo recuperado com saúde, o seu pai mandou matar o bezerro gordo.” ✧28— O filho mais velho se indignou e não queria entrar. Saindo, porém, o pai, procurava convencê-lo a entrar. ✧29Mas ele respondeu ao seu pai: “Faz tantos anos que sirvo o senhor e nunca transgredi um mandamento seu. Mas o senhor nunca me deu um cabrito sequer para fazer uma festa com os meus amigos. ✧30Mas, quando veio esse seu filho, que sumiu com os bens do senhor, gastando tudo com prostitutas, o senhor mandou matar o bezerro gordo para ele!” ✧31— Então o pai respondeu: “Meu filho, você está sempre comigo; tudo o que eu tenho é seu. ✧32Mas era preciso festejar e alegrar-se, porque este seu irmão estava morto e reviveu, estava perdido e foi achado.”