Mateus 3 · ARA
Almeida Revista e Atualizada
João Batista aparece pregando arrependimento e batizando no Jordão, preparando o caminho para o Messias. Ele anuncia a vinda de alguém mais poderoso, que batizará com o Espírito Santo. Jesus vem da Galileia e é batizado por João; então o Espírito Santo desce sobre ele e uma voz do céu o declara Filho amado de Deus.
Este capítulo se situa no início do ministério público de Jesus, logo após o relato da infância nos capítulos anteriores. Mateus apresenta João Batista como o cumprimento da profecia de Isaías que prepara o caminho para o Senhor. O cenário é o deserto da Judeia, região árida próxima ao rio Jordão, onde grupos religiosos e pessoas comuns iam em busca de renovação espiritual.
A autoria do Evangelho de Mateus é tradicionalmente atribuída ao apóstolo Mateus, antigo cobrador de impostos, mas estudiosos debatem essa tradição, sugerindo que o autor foi um cristão judeu desconhecido que escreveu entre os anos 70 e 90 d.C., provavelmente para uma comunidade de judeus convertidos ao cristianismo. A obra enfatiza o cumprimento das profecias do Antigo Testamento e apresenta Jesus como o Messias esperado por Israel.
João Batista é descrito com vestes de pelo de camelo e cinto de couro, alimentando-se de gafanhotos e mel silvestre. Essa descrição ecoa a figura do profeta Elias no Antigo Testamento, que também usava vestes semelhantes e vivia no deserto. Os fariseus e saduceus mencionados eram grupos religiosos importantes: os fariseus seguiam rigorosamente a Lei e as tradições orais, enquanto os saduceus, ligados ao Templo, negavam a ressurreição. João os adverte severamente, questionando seu arrependimento genuíno.
A frase de João "Dai, pois, frutos dignos do vosso arrependimento" é frequentemente citada para enfatizar que o arrependimento verdadeiro deve ser acompanhado de mudança de comportamento. O contexto é a repreensão aos líderes religiosos que vinham ao batismo sem demonstrar transformação real. Outro ponto importante é o batismo de Jesus: João reluta em batizá-lo, pois reconhece sua superioridade, mas Jesus insiste para "cumprir toda a justiça", indicando que o batismo fazia parte do plano divino de identificação com a humanidade.
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