✧1A minha alma tem tédio à minha vida; darei livre curso à minha queixa, falarei com amargura da minha alma. ✧2Direi a Deus: Não me condenes; faze-me saber por que contendes comigo. ✧3Parece-te bem que me oprimas, que rejeites a obra das tuas mãos e favoreças o conselho dos perversos? ✧4Tens tu olhos de carne? Acaso, vês tu como vê o homem? ✧5São os teus dias como os dias do mortal? Ou são os teus anos como os anos de um homem, ✧6para te informares da minha iniquidade e averiguares o meu pecado? ✧7Bem sabes tu que eu não sou culpado; todavia, ninguém há que me livre da tua mão. ✧8As tuas mãos me plasmaram e me aperfeiçoaram, porém, agora, queres devorar-me. ✧9Lembra-te de que me formaste como em barro; e queres, agora, reduzir-me a pó?