✧Quando te sentares para comer com um governador, atenta bem para aquele que está diante de ti; ✧2Põe uma faca à tua garganta, se fores homem de grande apetite. ✧3Não cobices as suas gulodices, visto que é comida enganadora. ✧4Não te fatigues para seres rico; dá de mão à tua sabedoria. ✧5Queres pôr os teus olhos naquilo que não é? Pois, sem dúvida, as riquezas fazem para si asas, como a águia que voa para o céu. ✧6Não comas o pão do homem miserável, nem cobices as suas gulodices: ✧7Porque ele é tal quais são os seus pensamentos: Come e bebe, te diz ele, mas o seu coração não está contigo. ✧8Vomitarás o bocado que comeste e perderás as tuas doces palavras. ✧9Não fales aos ouvidos do tolo, porque desprezará a sabedoria das tuas palavras. ✧10Não removas o antigo marco, nem entres nos campos dos órfãos, ✧11pois o seu redentor é forte e lhes pleiteará a causa contra ti. ✧12Aplica o teu coração à instrução e os teus ouvidos, às palavras do conhecimento. ✧13Não retires da criança a correção, pois, se a fustigares com a vara, não há de morrer. ✧14Tu a fustigarás com a vara e livrarás a sua alma do Sheol. ✧15Filho meu, se o teu coração for sábio, alegrar-se-á o meu coração dentro de mim. ✧16Também se regozijarão os meus rins, quando os teus lábios falarem coisas retas. ✧17Não inveje o teu coração aos pecadores, mas conserva-te no temor de Jeová continuamente. ✧18Pois deveras há uma recompensa, e não será cortada a tua esperança. ✧19Ouve, filho meu, sê sábio, e guia no caminho reto o teu coração. ✧20Não estejas entre os bebedores de vinho, nem entre os comilões de carne. ✧21Porque o bebedor de vinho e o comilão empobrecerão; a sonolência cobrirá de trapos o homem. ✧22Ouve a teu pai, que te gerou, e não desprezes a tua mãe, quando ela for velha. ✧23Compra a verdade e não a vendas; sim, a sabedoria, e a instrução, e o entendimento. ✧24Grandemente se regozijará o pai do justo; e quem gerar a um filho sábio nele se alegrará. ✧25Alegrem-se teu pai e tua mãe, e regozije-se aquela que te deu à luz. ✧26Filho meu, dá-me o teu coração, e deleitem-se os teus olhos nos meus caminhos. ✧27Pois cova profunda é a prostituta, e poço estreito é a mulher estranha. ✧28Ela, como salteador, se põe em emboscada e multiplica entre os homens os prevaricadores. ✧29Para quem os ais? Para quem os pesares? Para quem as rixas? Para quem as queixas? Para quem as feridas sem causa? Para quem os olhos vermelhos? ✧30Para os que se demoram em beber vinho; para os que vão em procura de vinho misturado. ✧31Não olhes para o vinho, quando se mostra vermelho, quando resplandece no copo, quando se escoa suavemente; ✧32no fim, morde como uma serpente e pica como um basilisco. ✧33Os teus olhos verão coisas estranhas, e o teu coração falará coisas perversas. ✧34Serás como o que se deita no meio do mar ou como o que se deita no topo dum mastro ✧35e dirás: Espancaram-me, e não me doeu; deram em mim, e não o senti. Quando despertarei? Tornarei a buscá-lo outra vez.
Tradução Brasileira (TB). Domínio público (edição de 1917/2010).