✧1De novo, prosseguiu no seu discurso e disse: ✧2Quem me dera ser como fui nos meses antigos, como nos dias em que Deus me guardava! ✧3Quando a sua lâmpada luzia sobre a minha cabeça e quando eu, guiado pela sua luz, caminhava através das trevas; ✧4como fui nos dias do meu vigor, quando a amizade de Deus estava sobre a minha tenda; ✧5quando o Todo-Poderoso estava comigo, e meus filhos me rodeavam; ✧6quando meus passos eram banhados em manteiga e quando a pedra derramava para mim rios de azeite; ✧7quando eu saía para ir à porta da cidade e mandava preparar-me um assento na praça. ✧8Viam-me os mancebos e escondiam-se, e os velhos levantavam-se e punham-se em pé. ✧9Os príncipes cessavam de falar, e punham a mão sobre a sua boca;
Tradução Brasileira (TB). Domínio público (edição de 1917/2010).
✧10A voz dos nobres emudecia, e a sua língua apegava-se ao seu paladar.
✧11Pois o ouvido que me ouvia chamava-me bem-aventurado; e o olho que me via dava testemunho de mim,
✧12porque eu livrava ao pobre que gritava e ao órfão que não tinha quem o socorresse.
✧13A bênção do que estava a perecer vinha sobre mim, e eu fazia que o coração da viúva cantasse de alegria.
✧14Vestia-me da retidão, e ela se vestia de mim; a minha justiça era como um manto e como um diadema.