✧1Por que o Todo-Poderoso não designa tempos? E por que os que o conhecem não veem os dias designados? ✧2Há os que removem os limites, roubam os rebanhos e os apascentam. ✧3Levam o jumento do órfão, tomam em penhor o boi da viúva. ✧4Desviam do caminho aos necessitados; os pobres da terra juntos se escondem. ✧5Como asnos monteses no deserto, saem eles ao trabalho, procurando diligentemente a comida. O ermo fornece-lhes sustento para seus filhos. ✧6No campo, cortam o seu pasto. E rabiscam na vinha do iníquo. ✧7Passam a noite toda nus, sem roupa, e não têm com que se cobrir no frio. ✧8São molhados pelas chuvas dos montes e, na falta dum abrigo, achegam-se a um rochedo. ✧9Há os que arrancam do peito o órfão e tomam em penhor a roupa dos pobres,
Tradução Brasileira (TB). Domínio público (edição de 1917/2010).
✧10de modo que estes andam nus, sem roupa, e, famintos, carregam os molhos.
✧11Espremem azeite dentro das casas daqueles homens; pisam nos lagares deles e padecem sede.
✧12Da cidade levantam-se os gemidos moribundos, e clama a alma dos feridos. Contudo, Deus não o tem por loucura.
✧13Estes são aqueles que se rebelam contra a luz; não conhecem os caminhos dela, nem permanecem nas suas veredas.
✧14O homicida levanta-se ao romper da alva, mata ao pobre e ao necessitado e, de noite, torna-se ladrão.
✧15Também os olhos do adúltero aguardam o crepúsculo, dizendo: Ninguém me verá. E disfarça o seu rosto.
✧16De noite minam as casas; de dia, se conservam encerrados. Não conhecem a luz,
✧17pois a manhã é para todos eles como a sombra da morte, porque dela conhecem os pavores.
✧18Passa rápido como o que é levado na superfície das águas. Maldita é a porção dos tais na terra; não anda mais pelo caminho das vinhas.
✧19A sequidão e o calor desfazem as águas de neve; assim faz o Sheol aos que pecaram.
✧20A madre se esquecerá dele, dele se banquetearão os vermes, não será mais lembrado. Como árvore, será quebrado o injusto,
✧21aquele que devora o estéril que não tem filhos e não faz o bem à viúva.
✧22Não! Pela sua força, Deus prolonga os dias dos valentes. Ei-los de pé, quando desesperavam da vida.
✧23Ele lhes concede estar em segurança, e nisso se estribam. E os seus olhos estão sobre os caminhos deles.
✧24São exaltados, mas, em breve tempo, se vão; são abatidos, colhidos como todos os mais, são cortados como as espigas do trigo.
✧25Se não é assim, quem me desmentirá e reduzirá a nada as minhas palavras?