✧1Vi ainda todas as opressões que se praticam debaixo do sol; eis as lágrimas dos oprimidos! E não tinham consolador. Do lado dos seus opressores havia poder, mas eles não tinham consolador. ✧2Pelo que louvei os mortos que já morreram mais do que os vivos que ainda vivem. ✧3Reputei mais venturoso do que uns e outros ao que ainda não nasceu, nem tem visto as más obras que se fazem debaixo do sol. ✧4Então, eu vi que todo trabalho e toda destreza em obras não é senão a inveja que o homem tem do seu próximo. Também isso é vaidade e desejo vão. ✧5O tolo cruza as suas mãos e come a sua própria carne. ✧6Melhor é um punhado com tranquilidade do que ambas as mãos cheias com trabalho e vãos desejos. ✧7Então, vi uma outra vaidade debaixo do sol: ✧8há um que se acha só e sem parente, não tem filho nem irmão; contudo, todo o seu trabalho tem fim, nem os seus olhos se fartam de riquezas. Para quem, pois, diz ele, trabalho eu e privo do bem a minha alma? Isso também é vaidade, é trabalho duro.
Tradução Brasileira (TB). Domínio público (edição de 1917/2010).
✧9Melhor são dois do que um, porque têm boa recompensa pelo seu trabalho.
✧10Pois, se caírem, um levantará o seu companheiro; mas ai daquele que está só quando cair e não tiver quem o levante.
✧11Também se dois dormirem juntos, então, se aquentam um ao outro; mas um só como se pode aquentar?
✧12Se alguém for mais forte do que um só, dois lhe resistirão; e a corda de três dobras não se quebra facilmente.
✧13Melhor é um mancebo pobre e sábio do que um rei velho e insensato, que não sabe mais receber admoestações.
✧14Pois aquele saiu do cárcere para ser rei; este, até no seu reino, se tornou pobre.
✧15Vi todos os viventes que andam debaixo do sol rodear o mancebo que havia de reinar em lugar do rei.
✧16Todo o povo, à testa do qual se achava, era inumerável; contudo, os que lhe sucederem não se regozijarão a respeito dele. Na verdade, também isso é vaidade e desejo vão.