2 Tessalonicenses 2 · TB
Tradução Brasileira
Paulo corrige um equívoco entre os tessalonicenses, que acreditavam que o Dia do Senhor já havia chegado. Ele explica que antes desse dia virá a apostasia e a revelação do homem da iniquidade, que se opõe a Deus. O apóstolo conclui exortando os irmãos a permanecerem firmes nas tradições que receberam.
Esta é a segunda carta de Paulo aos tessalonicenses, escrita por volta de 50-52 d.C., provavelmente de Corinto. A carta é dirigida à igreja que ele fundou em Tessalônica, uma cidade portuária importante da Macedônia. A autoria de Paulo é amplamente aceita, embora alguns estudiosos debatam se esta carta seria uma composição posterior de um discípulo, mas a maioria a atribui ao apóstolo.
O capítulo anterior (2Ts 1) falava sobre o julgamento de Deus sobre os que perseguem os cristãos e sobre o alívio que os crentes receberão na vinda de Jesus. Este capítulo 2 responde diretamente a um problema específico: alguns tessalonicenses estavam perturbados, pensando que o Dia do Senhor já havia chegado, talvez por causa de uma profecia falsa, um ensinamento equivocado ou uma carta falsificada atribuída a Paulo. O apóstolo então fornece sinais que precisam ocorrer antes desse dia, para acalmar a ansiedade deles.
Um detalhe importante para o leitor moderno é a figura do "homem da iniquidade" ou "filho da perdição" (versículos 3-4). Na cultura judaica da época, a ideia de um adversário final que se opõe a Deus e profana o Templo já aparecia em profecias como Daniel 9 e 11. Paulo também menciona "aquilo que o detém" e "aquele que o detém" (versículos 6-7), expressões que ele não explica claramente. Interpretações comuns ao longo da história incluem o Império Romano, uma autoridade política, o Espírito Santo ou a pregação do evangelho, mas o texto não especifica, gerando divergências entre os cristãos.
Um trecho frequentemente citado fora de contexto é o versículo 10: "com toda sedução da injustiça para aqueles que perecem, porque não receberam o amor da verdade, a fim de serem salvos". Alguns usam este verso para defender a ideia de que Deus envia o erro para condenar as pessoas independentemente de sua escolha. No entanto, o contexto mostra que aqueles que perecem são os que já rejeitaram a verdade e tiveram prazer na injustiça (versículo 12). O verso 11 diz que Deus "lhes envia a operação do erro", mas como um juízo sobre uma rejeição prévia, não como uma ação arbitrária.
Tradução Brasileira (TB). Domínio público (edição de 1917/2010).