Salmos 4 · NVI
Nova Versão Internacional
O salmista clama a Deus por socorro e confronta seus oponentes, que buscam a mentira. Ele afirma que o Senhor ouve os piedosos e, em meio à angústia, encontra paz e segurança em Deus.
O Salmo 4 é atribuído a Davi e faz parte do primeiro livro dos Salmos (Salmos 1 a 41). Tradicionalmente, é considerado um salmo de confiança e oração da noite, muitas vezes associado a situações de perseguição ou aflição pessoal. A referência a "varões ilustres" sugere que Davi se dirige a líderes ou pessoas influentes que duvidam de sua posição ou de sua fé.
Este salmo segue o padrão de lamento individual, comum nos Salmos. Ele começa com um clamor por resposta, contrasta a fé do salmista com a incredulidade de seus adversários e termina com uma declaração de confiança e paz. A estrutura lembra outros salmos de Davi, como o Salmo 3, que também lida com inimigos e termina com uma nota de segurança em Deus.
A palavra "Selá" aparece duas vezes (versículos 2 e 4). Embora seu significado exato seja incerto, acredita-se que seja uma marca litúrgica ou musical, indicando uma pausa, ênfase ou mudança de tom na recitação. O termo "justiça" no versículo 1 não se refere a uma retidão moral intrínseca do salmista, mas à sua causa justa perante Deus, que ele invoca como seu defensor.
O versículo 4, "Tremei e não pequeis", é citado pelo apóstolo Paulo em Efésios 4.26, onde ele orienta os cristãos a não deixarem que a ira os leve ao pecado. No contexto original, porém, o salmista exorta os adversários a uma reflexão interior, um exame de consciência diante de Deus, como preparação para confiar nele em vez de buscar a mentira.
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