Isaías 7 · NVI
Nova Versão Internacional
No contexto da guerra siro-efraimita, o rei Acaz de Judá é ameaçado por uma aliança entre Síria e Israel. O profeta Isaías é enviado para encorajar Acaz a confiar em Deus, mas Acaz recusa pedir um sinal. Isaías então profetiza o nascimento de Emanuel como sinal de que a ameaça logo passará, mas adverte que a Assíria trará devastação sobre Judá.
Isaías 7 se passa durante o reinado de Acaz, rei de Judá, por volta de 734-732 a.C. A autoria do livro é tradicionalmente atribuída ao profeta Isaías, filho de Amoz, que profetizou em Jerusalém durante os reinados de Uzias, Jotão, Acaz e Ezequias (século VIII a.C.). O capítulo reflete a crise conhecida como Guerra Siro-Efraimita, quando o Reino do Norte (Israel, também chamado Efraim) se aliou à Síria para pressionar Judá a se unir a uma coalizão contra o Império Assírio. Acaz, porém, recusou e buscou ajuda militar da Assíria, em vez de confiar em Deus.
Dentro do livro de Isaías, este capítulo faz parte da primeira seção (capítulos 1-12), que contém oráculos de julgamento e esperança para Judá. O capítulo anterior (Isaías 6) narra a visão de Isaías no templo, com seu chamado profético e a mensagem de endurecimento do povo. Isaías 7 aprofunda esse tema ao mostrar o confronto direto entre o profeta e o rei, e prepara o terreno para as profecias messiânicas dos capítulos 8 e 9, especialmente a profecia do nascimento de um filho (Emanuel) que é retomada em Isaías 9.6-7.
A palavra hebraica traduzida como "donzela" no versículo 14 é 'almah, que significa "jovem mulher em idade de casar", sem especificar se é virgem. A Septuaginta (tradução grega do Antigo Testamento) a traduziu como parthenos, que pode significar "virgem", e essa leitura foi usada por Mateus 1.23 para relacionar a profecia ao nascimento de Jesus. A interpretação original, no contexto de Isaías, refere-se a uma jovem contemporânea de Acaz que daria à luz um filho chamado Emanuel ("Deus conosco"), sinal de que Judá seria libertada da ameaça iminente antes que o menino atingisse a idade de discernimento moral.
O versículo 15, que menciona que Emanuel comerá "manteiga e mel", é frequentemente citado fora de contexto. No cenário original, manteiga (coalhada) e mel não eram alimentos de luxo, mas o sustento básico em tempos de escassez, indicando que a terra seria devastada pela invasão assíria, reduzindo a agricultura e forçando uma dieta simples. O versículo não é uma bênção, mas parte da descrição do juízo vindouro, que inclui a invasão da Assíria, figurada como uma navalha alugada (v. 20) que raparia Judá.
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