Gênesis 6 · NVI
Nova Versão Internacional
Deus decide destruir a humanidade por sua maldade, mas encontra graça em Noé. Ordena a Noé que construa uma arca para salvar sua família e casais de todos os animais de um dilúvio vindouro.
Gênesis 6 é parte da narrativa das origens (Gênesis 1–11), que descreve a progressão do pecado humano desde a queda no Éden. Os capítulos anteriores (Gênesis 4–5) mostram o assassinato de Abel por Caim e a genealogia desde Adão até Noé, com um aumento da violência e da corrupção. Este capítulo prepara o relato do dilúvio (Gênesis 7–8) e a subsequente aliança de Deus com Noé (Gênesis 9).
A identidade dos "filhos de Deus" (versículo 2) e dos "nefilins" (versículo 4) é um ponto de controvérsia entre intérpretes. As principais interpretações são: (1) anjos caídos que se uniram a mulheres humanas, (2) descendentes da linhagem piedosa de Sete que se casaram com descendentes de Caim, ou (3) governantes ou juízes humanos que tomaram esposas à força. A palavra "nefilins" pode significar "gigantes" ou "caídos", e o texto os descreve como heróis antigos, mas não explica sua origem exata.
A palavra hebraica traduzida como "arca" (tevah) é a mesma usada para o cesto em que Moisés foi colocado no Nilo (Êxodo 2:3), indicando um recipiente para salvação em meio a águas. As dimensões da arca (aproximadamente 135 metros de comprimento, 22,5 de largura e 13,5 de altura, considerando um cúbito de 45 cm) descrevem uma embarcação estável e de grande capacidade. O "betume" (versículo 14) era uma resina ou piche usado como vedante na antiguidade.
O versículo 6, que diz que Deus "se arrependeu", é frequentemente citado para questionar a imutabilidade de Deus. No contexto, o termo hebraico (nacham) expressa uma mudança de curso ou pesar divino diante da resposta humana ao pecado, sem implicar erro ou surpresa da parte de Deus. A teologia cristã tradicional entende isso como uma linguagem antropomórfica que comunica o juízo e a tristeza de Deus pela corrupção humana, não uma mudança em seu caráter ou plano eterno.
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