Colossenses 3 · NVI
Nova Versão Internacional
Neste capítulo, Paulo exorta os cristãos de Colossos a buscarem as coisas do alto, pois morreram com Cristo e sua vida está escondida com ele. Ele lista vícios a serem abandonados e virtudes a serem cultivadas, e conclui com instruções para as relações domésticas entre maridos e mulheres, pais e filhos, senhores e servos.
Colossenses é uma carta atribuída ao apóstolo Paulo, escrita durante seu encarceramento, provavelmente em Roma, por volta de 60-62 d.C. Ele escreve à igreja de Colossos, uma cidade na Ásia Menor, que enfrentava ensinos que misturavam elementos judaicos, filosofias pagãs e práticas ascéticas, os quais ameaçavam diminuir a centralidade de Cristo. O capítulo 2 combateu essas falsas doutrinas; agora, o capítulo 3 apresenta a consequência prática da identidade do cristão com Cristo.
O capítulo começa com uma afirmação teológica: os cristãos já morreram e foram ressuscitados com Cristo (versículos 1-4), o que conduz a uma ética de "despir-se" do velho homem e "revestir-se" do novo (versículos 8-10). Essa linguagem de vestimenta era familiar no mundo greco-romano, onde as roupas simbolizavam status e identidade. Paulo usa essa metáfora para ensinar que a nova identidade em Cristo elimina as barreiras étnicas, sociais e religiosas, como ele explicita no versículo 11.
Os versículos 18-25 fazem parte de um "código doméstico" (Haustafel), um gênero comum na filosofia moral greco-romana e judaica, que organizava as obrigações recíprocas dos membros da casa. Diferentemente dos padrões pagãos, Paulo subordina todas as relações ao Senhor: maridos amam, pais não irritam, senhores são justos. Alguns estudiosos veem aqui uma adaptação da estrutura patriarcal da época; outros destacam a novidade da mutualidade e da referência a Cristo como modelo.
A expressão "revesti-vos do amor, que é o vínculo da perfeição" (versículo 14) é frequentemente citada em pregações e estudos bíblicos. No contexto, ela não é uma exortação genérica, mas a conclusão de uma lista de virtudes (compassivos, benignos, humildes, mansos, pacientes) e aponta para o amor como elemento que mantém todas essas virtudes unidas e as completa, à semelhança de um cinto que prende a roupa.
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