1 João 4 · NVI
Nova Versão Internacional
João adverte os crentes a discernir os espíritos, pois muitos falsos profetas estão no mundo. Ele então ensina que o amor mútuo é a evidência de que se conhece a Deus, porque Deus é amor e enviou seu Filho como propiciação pelos pecados.
A autoria da primeira carta de João é tradicionalmente atribuída ao apóstolo João, mas há debate entre estudiosos. A carta foi provavelmente escrita no final do primeiro século, na região da Ásia Menor (atual Turquia), para comunidades cristãs que enfrentavam conflitos internos e ameaças de ensinos falsos, possivelmente uma forma inicial de gnosticismo que negava a encarnação de Jesus.
Este capítulo ocupa uma posição central na carta. Antes, João falou sobre a prática do pecado e o teste da obediência (capítulos 2 e 3). Agora, ele aborda o teste da verdade doutrinária (versículos 1 a 6) e o teste do amor (versículos 7 a 21). O capítulo prepara o contraste final entre aquele que nasceu de Deus e o mundo, e conclui com a afirmação de que o amor perfeito elimina o medo.
O termo "anticristo" (versículo 3) não se refere aqui a uma figura apocalíptica futura, mas a qualquer espírito ou ensino que nega que Jesus Cristo veio em carne. Para os leitores originais, isso era uma referência a mestres que afirmavam ter um conhecimento espiritual superior e desprezavam a realidade humana de Jesus. O verbo "confessar" (versículos 2 e 3) tem um sentido público e firme, não apenas uma crença interior.
O versículo 18, "no amor não há medo", é frequentemente citado para consolar pessoas que sentem medo de Deus. No contexto, porém, o medo mencionado é o medo do juízo (versículo 17), e a afirmação de que o amor perfeito o lança fora depende de uma vida de amor mútuo e de confiança na obra de Deus. Não é uma afirmação sobre todos os tipos de medo.
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