✧1Por que, SENHOR, te conservas longe? Por que te escondes nas horas de angústia? ✧2Com arrogância, os ímpios perseguem os pobres; que eles sejam apanhados nas ciladas que armaram! ✧3Pois o perverso se gloria da sua própria cobiça, o avarento maldiz o SENHOR e blasfema contra ele. ✧4Em sua soberba, o perverso não investiga; tudo o que ele pensa é que Deus não existe. ✧5São prósperos os caminhos dele em todo tempo; muito acima e longe dele estão os teus juízos; quanto aos seus adversários, ele a todos trata com desprezo. ✧6Pois lá no seu íntimo diz: “Jamais serei abalado; de geração em geração, nenhum mal me sobrevirá.” ✧7A sua boca está cheia de maldição, enganos e opressão; debaixo da língua ele tem insulto e maldade. ✧8Põe-se de tocaia nas aldeias, trucida os inocentes nos lugares ocultos; seus olhos espreitam o desamparado.
✧9Ele se põe de emboscada, como o leão na sua caverna; está de emboscada para enlaçar o pobre: apanha-o e o arrasta com a sua rede.
✧10Abaixa-se, rasteja; nas suas garras caem os necessitados.
✧11Diz ele, no seu íntimo: “Deus se esqueceu, virou o rosto e nunca verá isto.”
✧12Levanta-te, SENHOR! Ó Deus, ergue a tua mão! Não te esqueças dos pobres.
✧13Por que o ímpio despreza Deus, dizendo no seu íntimo que Deus não lhe pedirá contas?
✧14Tu, porém, tens visto isso, porque atentas ao sofrimento e à dor, para que os possas tomar em tuas mãos. A ti se entrega o desamparado; tu tens sido o defensor do órfão.
✧15Quebra o braço do perverso e do malvado; pede contas da sua maldade, até que a descubras de todo.
✧16O SENHOR é rei eterno: da sua terra somem as nações.
✧17Tens ouvido, SENHOR, o desejo dos humildes; tu lhes firmarás o coração e ouvirás o seu clamor,
✧18para fazeres justiça ao órfão e ao oprimido, a fim de que o ser humano, que é da terra, não volte a espalhar o terror.