Colossenses 1 · NAA
Nova Almeida Atualizada
Paulo escreve aos cristãos em Colossos, iniciando com saudação e ação de graças pela fé e amor deles. Ele apresenta um hino cristológico que exalta Cristo como a imagem de Deus, o criador e reconciliador de todas as coisas, e descreve seu próprio ministério de proclamar esse mistério entre os gentios.
Paulo, apóstolo, escreve esta carta juntamente com Timóteo, seu companheiro. A carta é dirigida à igreja em Colossos, uma cidade da Ásia Menor (atual Turquia). Paulo provavelmente não havia visitado pessoalmente essa igreja; ela foi fundada por Epafras, um colaborador dele. A data da carta é disputada, mas muitos estudiosos a situam no início dos anos 60 d.C., durante o primeiro encarceramento de Paulo em Roma (Atos 28). Outros propõem uma data posterior ou uma autoria diferente, mas a tradição majoritária a atribui a Paulo.
Este capítulo é a abertura da carta. Nos versículos 1 a 8, Paulo faz uma ação de graças e reconhece o trabalho de Epafras entre os colossenses. A partir do versículo 9, ele começa uma oração por eles, que leva a uma exposição teológica central: a supremacia de Cristo. O hino de Cristo nos versículos 15 a 20 é um dos trechos mais elevados da cristologia paulina e prepara o terreno para a correção de falsos ensinamentos que a carta combaterá nos capítulos seguintes, que pareciam diminuir a suficiência de Cristo.
O termo "primogênito de toda a criação" (v. 15) é frequentemente mal compreendido. Na cultura judaica, "primogênito" não denotava necessariamente o primeiro criado, mas uma posição de honra e autoridade sobre a criação. O contexto do hino (v. 16-17) esclarece que Cristo é o agente da criação e aquele em quem tudo subsiste, não uma criatura. A palavra "plenitude" (v. 19) pode ecoar conceitos usados por correntes filosóficas ou religiosas da época, que falavam de plenitudes de seres espirituais; Paulo afirma que toda a plenitude habita em Cristo, não em potestades intermediárias.
O versículo 24, onde Paulo fala em "cumprir o que falta das aflições de Cristo", é um texto que gera divergência interpretativa entre cristãos. Alguns entendem que Cristo já sofreu o suficiente para a salvação, e Paulo se refere a sofrimentos que ele, como apóstolo, enfrenta por causa do corpo de Cristo (a Igreja), completando o que falta em termos de sua própria experiência de sofrimento missionário. Outros veem uma noção de que os sofrimentos dos crentes têm um papel redentor ou completam, de algum modo, a obra de Cristo. A interpretação mais comum entre evangélicos é a primeira: não se trata de um sofrimento expiatório, mas da participação de Paulo nas tribulações que acompanham o anúncio do evangelho.
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