Atos 2 · NAA
Nova Almeida Atualizada
No dia de Pentecostes, os discípulos recebem o Espírito Santo e falam em outras línguas, atraindo uma multidão. Pedro explica o fenômeno como o cumprimento da profecia de Joel e proclama Jesus como Senhor e Cristo, levando cerca de três mil pessoas ao batismo e formando a primeira comunidade cristã.
Atos foi escrito por Lucas, autor do terceiro evangelho, como continuação da narrativa sobre Jesus e os primórdios do movimento cristão. A obra é dedicada a Teófilo e provavelmente foi composta entre os anos 60 e 90 d.C., embora a data exata seja disputada. O capítulo 2 narra o derramamento do Espírito Santo em Pentecostes, cumprindo a promessa de Jesus em Atos 1:8, e marca o início público da Igreja, com Pedro como porta-voz.
O Pentecostes era uma das três grandes festas de peregrinação judaicas, celebrada cinquenta dias após a Páscoa, quando se comemorava a colheita e a entrega da Lei no Sinai. Jerusalém estava repleta de judeus e prosélitos de diversas regiões do Império Romano e do Oriente, o que explica a lista de nações nos versículos 9 a 11. O milagre das línguas consistia em cada pessoa ouvir os discípulos falando em seu próprio idioma, não em êxtases incompreensíveis.
O discurso de Pedro, citando Joel 2:28-32 e Salmos 16:8-11 e 110:1, é um exemplo de pregação apostólica que argumenta a partir das Escrituras que Jesus é o Messias esperado, morto e ressuscitado por Deus. A referência ao túmulo de Davi conhecido até então (v. 29) reforça a distinção entre Davi, que morreu e viu corrupção, e Cristo, cuja ressurreição foi profetizada.
Os versículos 42-47 descrevem a vida da comunidade primitiva, que praticava a partilha de bens. Esta passagem já foi usada para justificar comunismo ou socialismo, mas o contexto mostra uma partilha voluntária entre os crentes de Jerusalém, motivada pela solidariedade e pelo amor fraternal, não uma imposição política.
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