Romanos 13 · ARA
Almeida Revista e Atualizada
Paulo instrui os cristãos a se submeterem às autoridades governamentais, pois elas foram instituídas por Deus, e a pagarem impostos. Ele também enfatiza o amor ao próximo como o cumprimento da lei e conclui com uma exortação para viverem de forma justa, pois o retorno de Cristo está próximo.
Romanos foi escrito pelo apóstolo Paulo por volta de 57 d.C., durante sua estada em Corinto, e endereçado à igreja em Roma. A carta é uma exposição sistemática do evangelho, abordando a justificação pela fé, a santificação e a soberania de Deus. Neste capítulo, Paulo continua a seção prática iniciada em Romanos 12, aplicando o evangelho à vida cotidiana dos crentes.
O capítulo 13 segue a exortação do capítulo anterior sobre o amor e a humildade no corpo de Cristo, e agora se volta para as responsabilidades dos cristãos em relação ao estado. Esta passagem é um dos textos-chave do Novo Testamento sobre a relação entre igreja e Estado. Paulo escreve em um contexto em que os cristãos enfrentavam suspeitas e perseguições, e ele procura ensinar que a autoridade civil é uma instituição divina para manter a ordem, e que os crentes devem ser exemplares em sua conduta cívica.
Um detalhe importante para o leitor moderno é que, na época, as autoridades romanas cobravam tributos e impunham sua soberania sobre os povos conquistados. Os judeus e os primeiros cristãos muitas vezes viam essa dominação como opressiva. Paulo, porém, não entra em detalhes sobre governos tiranos neste trecho, mas estabelece o princípio geral: toda autoridade deve ser respeitada, pois Deus é soberano sobre a história. Isso não significa aprovação de leis injustas, mas uma submissão fundamental à ordem estabelecida.
O versículo 1, 'Todo homem esteja sujeito às autoridades superiores', é frequentemente citado para argumentar obediência incondicional ao governo. No entanto, o contexto mais amplo da Bíblia mostra que, quando as autoridades exigem algo contrário a Deus, os cristãos devem obedecer a Deus antes que aos homens (Atos 5:29). Além disso, a passagem deve ser lida à luz da expectativa iminente do retorno de Cristo, como indicado nos versículos 11-14, o que dá uma urgência ética à conduta cristã.
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