✧1Não clama, porventura, a Sabedoria, e o Entendimento não faz ouvir a sua voz? ✧2No cimo das alturas, junto ao caminho, nas encruzilhadas das veredas ela se coloca; ✧3junto às portas, à entrada da cidade, à entrada das portas está gritando: ✧4A vós outros, ó homens, clamo; e a minha voz se dirige aos filhos dos homens. ✧5Entendei, ó simples, a prudência; e vós, néscios, entendei a sabedoria. ✧6Ouvi, pois falarei coisas excelentes; os meus lábios proferirão coisas retas. ✧7Porque a minha boca proclamará a verdade; os meus lábios abominam a impiedade. ✧8São justas todas as palavras da minha boca; não há nelas nenhuma coisa torta, nem perversa. ✧9Todas são retas para quem as entende e justas, para os que acham o conhecimento.