Êxodo 2 · ARA
Almeida Revista e Atualizada
Este capítulo narra o nascimento de Moisés, sua fuga para Midiã após matar um egípcio, e o início de sua vida no exílio. O povo de Israel sofre opressão no Egito, e Deus se lembra de sua aliança com os patriarcas.
Êxodo 2 dá continuidade ao relato iniciado em Êxodo 1, onde o novo faraó, que não conhecia José, oprime os hebreus com trabalhos forçados e ordena a morte dos recém-nascidos do sexo masculino. A autoria do livro é tradicionalmente atribuída a Moisés, mas estudiosos debatem se ele foi escrito em sua forma final durante o período do exílio babilônico (século VI a.C.), com base em fontes orais e escritas mais antigas. O capítulo funciona como uma ponte entre a opressão descrita no capítulo anterior e a preparação do libertador, apresentando o nascimento de Moisés, sua formação na corte egípcia e sua fuga, que o leva a Midiã, onde ele se casa e tem um filho.
O nome "Moisés" é explicado no texto como derivado do hebraico "mashah" (tirar), mas é, na verdade, uma etimologia popular; o nome é de origem egípcia, significando "filho" ou "nascido de", como em nomes como Tutmés ("nascido de Tote"). A filha de Faraó dá a ele esse nome, o que reflete a adoção de Moisés na cultura egípcia, algo incomum para um hebreu. Outro detalhe cultural importante é o poço em Midiã, que era um ponto de encontro social e um local onde forasteiros podiam encontrar ajuda, como ocorreu com Moisés e as filhas de Reuel.
O versículo 25, que diz que "Deus viu os filhos de Israel e os conheceu", é frequentemente citado para enfatizar a atenção de Deus ao sofrimento do seu povo. No contexto do capítulo, ele conclui a narrativa do clamor de Israel sob a escravidão e prepara o terreno para o chamado de Moisés no capítulo seguinte, em que Deus revela seu plano de libertação. Não há aqui uma promessa de ação imediata, mas sim o reconhecimento divino da situação, que motivará a resposta de Deus.
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