Apocalipse 1 · ARA
Almeida Revista e Atualizada
João apresenta a revelação de Jesus Cristo e saúda as sete igrejas da Ásia. Ele descreve sua visão do Cristo glorificado, que lhe ordena escrever o que viu e enviar às igrejas.
O Apocalipse foi escrito por João, provavelmente o apóstolo, no final do século I, durante o reinado do imperador Domiciano. João estava exilado na ilha de Patmos, no mar Egeu, por causa da pregação do evangelho. O livro é uma carta circular às sete igrejas da Ásia Menor (atual Turquia), que enfrentavam perseguição e pressão para se conformar ao culto imperial.
O capítulo 1 funciona como introdução e visão inaugural. João estabelece sua autoridade como testemunha ocular e apresenta Jesus como o soberano que anda entre as igrejas (simbolizadas pelos candeeiros). A visão do Filho do Homem, com elementos do Antigo Testamento (Daniel 7, 10), prepara o terreno para as mensagens específicas às igrejas nos capítulos 2 e 3 e para as visões subsequentes.
A linguagem simbólica é densa: os sete candeeiros são as igrejas, as sete estrelas são seus anjos (provavelmente líderes ou guardiães celestiais). A espada de dois gumes representa o poder da palavra de Cristo. A ilha de Patmos era um local de exílio para criminosos, mas também um centro de culto a deuses pagãos, o que tornava a situação de João ainda mais desafiadora.
Um trecho frequentemente citado fora de contexto é a bem-aventurança em 1.3, que promete bênção àqueles que leem e guardam a profecia. Muitos aplicam isso à leitura devocional em geral, mas no contexto, diz respeito especificamente à leitura pública e à obediência às mensagens proféticas deste livro, dada a iminência dos eventos.
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