✧DEPOIS disto o SENHOR respondeu a Jó de um redemoinho, dizendo: ✧2Quem é este que escurece o conselho com palavras sem conhecimento? ✧3Agora cinge os teus lombos, como homem; e perguntar-te-ei, e tu me ensinarás. ✧4Onde estavas tu, quando eu fundava a terra? Faze-mo saber, se tens inteligência. ✧5Quem lhe pôs as medidas, se é que o sabes? Ou quem estendeu sobre ela o cordel? ✧6Sobre que estão fundadas as suas bases, ou quem assentou a sua pedra de esquina, ✧7Quando as estrelas da alva juntas alegremente cantavam, e todos os filhos de Deus jubilavam? ✧8Ou quem encerrou o mar com portas, quando este rompeu e saiu da madre; ✧9Quando eu pus as nuvens por sua vestidura, e a escuridão por faixa? ✧10Quando eu lhe tracei limites, e lhe pus portas e ferrolhos, ✧11E disse: Até aqui virás, e não mais adiante, e aqui se parará o orgulho das tuas ondas? ✧12Ou desde os teus dias deste ordem à madrugada, ou mostraste à alva o seu lugar; ✧13Para que pegasse nas extremidades da terra, e os ímpios fossem sacudidos dela; ✧14E se transformasse como o barro sob o selo, e se pusessem como vestidos; ✧15E dos ímpios se desvie a sua luz, e o braço altivo se quebrante; ✧16Ou entraste tu até às origens do mar, ou passeaste no mais profundo do abismo? ✧17Ou descobriram-se-te as portas da morte, ou viste as portas da sombra da morte? ✧18Ou com o teu entendimento chegaste às larguras da terra? Faze-mo saber, se sabes tudo isto. ✧19Onde está o caminho onde mora a luz? E, quanto às trevas, onde está o seu lugar; ✧20Para que as tragas aos seus limites, e para que saibas as veredas da sua casa? ✧21De certo tu o sabes, porque já então eras nascido, e por ser grande o número dos teus dias! ✧22Ou entraste tu até aos tesouros da neve, e viste os tesouros da saraiva, ✧23Que eu retenho até ao tempo da angústia, até ao dia da peleja e da guerra? ✧24Onde está o caminho em que se reparte a luz, e se espalha o vento oriental sobre a terra? ✧25Quem abriu para a inundação um leito, e um caminho para os relâmpagos dos trovões, ✧26Para chover sobre a terra, onde não há ninguém, e no deserto, em que não há homem; ✧27Para fartar a terra deserta e assolada, e para fazer crescer os renovos da erva? ✧28A chuva porventura tem pai? Ou quem gerou as gotas do orvalho? ✧29De que ventre procedeu o gelo? E quem gerou a geada do céu? ✧30Como debaixo de pedra as águas se endurecem, e a superfície do abismo se congela. ✧31Ou poderás tu ajuntar as delícias do Sete-estrelo ou soltar os cordéis do Órion? ✧32Ou produzir as constelações a seu tempo, e guiar a Ursa com seus filhos? ✧33Sabes tu as ordenanças dos céus, ou podes estabelecer o domínio deles sobre a terra? ✧34Ou podes levantar a tua voz até às nuvens, para que a abundância das águas te cubra? ✧35Ou mandarás aos raios para que saiam, e te digam: Eis-nos aqui? ✧36Quem pôs a sabedoria no íntimo, ou quem deu à mente o entendimento? ✧37Quem numerará as nuvens com sabedoria? Ou os odres dos céus, quem os esvaziará, ✧38Quando se funde o pó numa massa, e se apegam os torrões uns aos outros? ✧39Porventura caçarás tu presa para a leoa, ou saciarás a fome dos filhos dos leões, ✧40Quando se agacham nos covis, e estão à espreita nas covas? ✧41Quem prepara aos corvos o seu alimento, quando os seus filhotes gritam a Deus e andam vagueando, por não terem o que comer?