Ezequiel 47 · ACF
Almeida Corrigida Fiel
Neste capítulo, Ezequiel vê uma visão de águas que fluem do templo de Jerusalém para o oriente, transformando o Mar Morto em um lugar saudável e cheio de vida. Em seguida, recebe instruções detalhadas sobre as fronteiras da terra prometida e como ela deve ser dividida entre as tribos de Israel, incluindo a participação dos estrangeiros.
O livro de Ezequiel foi escrito pelo profeta Ezequiel, um sacerdote que estava entre os exilados judeus na Babilônia no século VI a.C. O capítulo 47 pertence à seção final do livro (caps. 40-48), que descreve uma visão detalhada de um novo templo e de uma nova terra, oferecendo esperança de restauração ao povo no exílio.
Esta visão do rio que flui do templo retoma temas da tradição bíblica, como o jardim do Éden (Gn 2.10-14) e o salmo 46.4, que descreve um rio cujas correntes alegram a cidade de Deus. A descrição das águas que se aprofundam gradualmente e trazem vida ao Mar Morto simboliza a bênção transformadora que emana da presença de Deus, revertendo a maldição de esterilidade daquela região.
A segunda parte do capítulo (versículos 13-23) estabelece as fronteiras da terra restaurada, que coincidem aproximadamente com as descritas em Números 34.1-12, mas com algumas adaptações. A inclusão dos estrangeiros na partilha da herança (versículo 22) é uma inovação significativa em relação à legislação anterior, refletindo uma visão mais inclusiva da comunidade do pacto.
O versículo 12, que fala das folhas das árvores como remédio, é frequentemente citado em contextos devocionais ou de cura. No contexto original, ele faz parte de uma visão profética que descreve a restauração da terra e da vida a partir da presença de Deus no templo, não uma promessa de cura física individual. A árvore da vida em Apocalipse 22.2 retoma esta imagem.
Almeida Corrigida Fiel (ACF). © Sociedade Bíblica Trinitariana do Brasil. Texto protegido por direitos autorais.